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quinta-feira, 18 de junho de 2009

Durante o jogo apoie, você mesmo agradece!

Perguntava-se o porquê do Figueirense jogar melhor fora de casa, onde até então tínhamos a melhor campanha nesta condição com uma vitória sobre o ABC e um empate contra o Ceará.

A resposta que consigo achar para essa pergunta, devido a um fato que logo vou explicitar, é a seguinte: a torcida alvinegra está muito impaciente. Obviamente não estou botando a culpa do Figueirense estar nesta situação na torcida alvinegra, afinal é justamente ela a parte que mais sofreu nestes últimos meses.

A torcida alvinegra está sofrida, irritada, nervosa, tudo com motivos extremamente plausíveis e ela eu não posso culpar, até porque faço parte dessa massa que também está indignada. Com o rebaixamento para a Série B, com a perda do título catarinense para o maior rival e, agora, por estar penando já com quatro rodadas sem vitórias, ninguém está com paciência para nada, no estádio essa realidade é eminente.

Uma torcida que é considerada impaciente pela mídia em geral é a do Palmeiras. Tentando arranjar uma analogia lógica entre as duas torcidas pude notar que ambas sofreram jejuns longos de títulos até chegarem a um momento de glória, onde cada um exerceu supremacia, guardando as proporções.
O time do Parque Antarctica ficou quase 17 anos sem vencer o Paulista entre as conquistas de 1976 e 1993. O Figueirense também passou por um período de 20 anos sem títulos, de 1974 a 1994. Os dois times após esse período de "vacas magras" passaram por épocas de muitas glórias. O verde e branco conquistou três estaduais, um bi Brasileiro além da sonhada Libertadores da América, exercendo uma forte supremacia, enquando do outro lado, o Alvinegro subiu para a primeira divisão, conquistou seis títulos catarinenses em 10 anos, comandando totalmente o futebol de Santa Catarina, sem contar vice-campeonato da Copa do Brasil e a sétima colocação na Série A de 2006.

Ambos os times acustumaram-se a uma situação de títulos, de glórias, superiores aos rivais. Obviamente nunca dura para sempre e os dois sofreram revéses. Tanto o Figueirense quanto o Palmeiras foram rebaixados, o Palmeiras em 2002, Figueirense em 2008. A torcida do Palmeiras ficou mais impaciente do que nunca desde então, com razão. Agora a alvinegra passa por situação parecida e não engole mais nada, também com razão. Para uma torcida que se acustumou com anos de glória e comendo caviar, agora fica complicado aturar derrotas na Série B comendo goiabada cascão. Ninguém aí notou a diferença na atitude da torcida alvinegra do ano de 2001, por exemplo, para agora? A acomodação e a impaciência são eminentes.

Mas por que falo isso? Nessa semana que passou, vários jogadores alvinegros deram declarações parecidas, tocando no mesmo assunto: a impaciência da torcida. Schwenck foi o primeiro, dando uma satisfação ao torcedor do "mais querido", pediu paciência e calma à torcida alvinegra, afirmando que crucificar Pedrinho, ele mesmo ou qualquer outro jogador, não é a saída. Tocou no fato de que o Figueirense tem que ser igual a uma família, que quando está em um momento ruim precisa-se de apoio, no caso do torcedor.



Pedrinho foi outro que dedicou grande parte de sua coletiva a esse fato e dando uma declaração interessante quando afirma que, até mesmo antes de iniciar a partida contra o Guarani, o mesmo já era ofendido. Levantou o fato de que muitas vezes direciona-se uma crítica a certo jogador sem analisar a partida corretamente, pedindo para a torcida parar com perseguição, afinal faz os jogadores entrarem em campo desmotivados: "não é porque eu tenho 31 anos que eu não perco a confiança, que eu não sinto medo (...) então quando eu tento um drible e acabo perdendo a bola e eu sentindo que a torcida não tem paciência comigo, para eu dar o segundo drible já é mais difícil".



Régis também entrou em outro mérito, pedindo para a torcida apoiar os 90 minutos e não vaiar neste período. Pediu que, caso queira vaiar, pegar no pé de algum jogador, que o faça após o término da partida, afinal isso é uma atitude que atrapalha e muito o time e com certeza nenhum torcedor do Figueirense quer atrapalhar o time que ama. É um ponto que eu sempre martelo aqui no blog e saindo da boca de um jogador do Figueirense fica cristalino que essas atitudes estão sim refletindo dentro de campo e, sim, estão atrapalhando o time que já entra em campo nervoso e, com o decorrer da partida, fica acanhado com medo de fazer uma jogada e até mesmo menos confiante ao fazer um passe.



Por isso peço, no espaço que tenho, para que o torcedor tenha mais paciência e deixe a corneta em casa. Dou razão e entendo a impaciência e a irritação dos torcedores, afinal também sou um que está indignado, sofreu e sofre com tudo que já aconteceu nestes últimos meses e quase quebrou a televisão no jogo contra o Atlético-GO, mas deixando um pouco do emocional de lado e partindo para o racional, fica claro analisar que criticarmos, vaiarmos, xingarmos os jogadores durante o decorrer da partida é uma atitude que compromete a atuação dos mesmos, que ficarão nervosos, inseguros e com, consequentemente, atrapalharemos o Figueirense como um todo, que com certeza não é o que eu e você queremos. Sei de como a torcida está "imputecida" com o Bruno Perone, o Luciano Totó, o Roberto Fernandes entre outros, mas analise comigo: se eles estiverem em campo, estarão vestindo a camisa do time que amamos, certo? E suas atuações refletirão diretamente no futuro do alvinegro que amamos, correto? Refletindo no futuro do Figueirense Futebol Clube, também refletirá no nosso bem-estar, no nosso humor, na nossa vida. Temos uma ligação de coração com esse maravilhoso clube. Então, apesar da falta de qualidade seja de quem for que estiver em campo, vamos deixar para criticá-los, vaiá-los, ou seja qual for a atitude que queiramos fazer, quando a partida acabar, como bem falou o filósofo Régis, pois se formos pensar bem, veremos que, desta maneira, não estaremos atrapalhando nem o Figueira e nem a nós mesmos.

Era isso...

Grande abraço, torcedor alvinegro!

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Avaliação Atlético-GO x Figueirense - Tarde infeliz dos destaques



PONTOS NEGATIVOS
  1. O rendimento abaixo da média dos destaques do time. Wilson, o melhor jogador do elenco alvinegro, falhou justamente no momento crucial do jogo - quando já tínhamos marcado o primeiro a reação era eminente. Rafael Coelho, artilheiro até então da Série B, perdeu um penalti que conquistaria um ponto heroico. Roger perdeu várias bolas no preciosismo, inclusive uma que gerou o terceiro gol do Atlético, além de ter inventando quando o correto era emender uma bomba para o gol e empatar o jogo. Até João Filipe e Lucas, revelações do alvinegro, foram muito abaixo do que podem produzir.
  2. A questão emocional do time. Como já falei em outros comentários, o Figueirense fica completamente perdido quando sofre uma revés. Foi assim contra a Lusa ao levar o segundo gol, contra o Guarani - após o tento do Bruno Aguiar -, e ontem após levar o primeiro. Antes disto o time estava organizado e tentando criar algo, após foi um desastre. Pelo menos, pela primeira vez, voltamos mais concentrados e muito bem em campo para o segundo tempo, todavia o ímpeto foi cessado com o frango do Wilson. Falarei sobre isso mais para a frente.
  3. O esquema 4-4-2. Daqui a pouco perco as contas de quantas vezes questionei esta formação no Figueira. Não dá certo! Os laterais são muito ofensivos e deixam um corredor, apenas os dois zagueiros lá atrás não dão conta, ainda mais Perone que só rende no 3-5-2 por ter uma maior proteção e proximidade. O excesso de volantes e a escassez de meias não dá certo. Totó não rende nem no ataque nem na proteção. Alê não é muito efetivo em ambas as coisas, sendo um pouco melhor no apoio mas não é o cara da ligação. Roger, recuado, ajudou menos ainda por estar em uma tarde ruim. Pedrinho ficou isolado pelo lado do campo enquanto apenas Egídio lutava para armar alguma coisa. Assim não dá!
  4. A falta de criação do time. Já falei acima, mas vale a pena relembrar - Pedrinho isolado com Alê sendo o homem de ligação zaga-ataque não dá certo! Para o blog, Paulinho e Roger seriam uma melhor dupla, por seres consistentes na defesa e melhorarem tal ligação com uma boa qualidade, de Paulinho no passe e de Roger na arrancada. Assim Pedrinho teria de quem receber a bola e, somando o apoio dos dois laterais, teríamos uma criação excelente - no papel é claro, nada é tão simples.
  5. Os corredores nas laterais. Que Egídio e Lucas são muito voluntariosos e pouco efetivos na defesa é fato. São alas e não laterais. Com dois zagueiros, ainda mais dois lentos como os utilizados sábado, fica um deus-nos-acuda! Totó é péssimo na proteção e comete muitas faltas, mesmo caindo para proteger o lado esquerdo aberto por Egídio, e Alê é mais ofensivo. O lado que era da jurisdição de Roger até foi melhor protegido nas subidas de Lucas. Com três zagueiros e dois volantes bons na defesa e que sabem apoiar satisfatoriamente - o caso de Paulinho e Roger - o time, espero, deve melhorar.

PONTOS POSITIVOS
  1. Fernandes de volta! Sim, depois de três anos, lá está ele! Não vou iludir a todos e afirmar que Fernandes mudou o jogo da água pro vinho, não serei cego nem exagerado, mas deu uma boa cadenciada no jogo, um toque de maior qualidade e, acima de tudo, demonstrou seu amor pela camisa alvinegra. Não acho que o mesmo deve jogar o jogo inteiro, com certeza não, pois está visivelmente fora de ritmo ainda, mas para o segundo tempo quem deve entrar em campo é alguém de maior velocidade e não de qualidade como Fernandes. Deve ser lançado aos poucos. Espero que ele os demais jogadores demonstrado toda a sua superação e amor pelo Figueira.
  2. A reação no segundo tempo. Apesar de freada pelo frango do Wilson, fazia tempo que não via o Figueirense buscando alguma coisa apesar de começar com um resultado adverso. Geralmente o time fica apático e facilmente batido - foi assim no primeiro tempo todo após levar o primeiro gol. Desta vez, do intervalo, voltamos com raça e disposição. Creio que se Wilson não engole aquela poderíamos ter vencido o jogo, mas foi uma ducha de água fria em todos.

AVALIAÇÃO INDIVIDUAL

  1. Wilson: quando o nosso goleirão não atua bem em um jogo quer dizer que o time todo foi muito abaixo da média e foi exatamente o que aconteceu. Apesar do frangaço que, sim, interferiu diretamente por ser em um momento crucial, Wilson fez alguns dos seus milagres para tentar compensar o erro. Não deixou de ser um goleiro espetacular e não merece crítica.
  2. Lucas: o jovem talento alvinegra pela segunda vez consecutiva não atuou como nas últimas partidas. É uma realidade, pois estava atuando bem sendo o destaque do time a algum tempo, mas neste último jogo foi pouco acionado e quando teve a bolas nos pés não foi tão eficaz. Atuou abaixo da média.
  3. João Filipe: o zagueirão deu uma baita arrancada no primeiro tempo, tem qualidade, mas fez uma apresentação também abaixo da média. Cometeu erros bobos e faltou aquele bicão em alguns momentos.
  4. Bruno Perone: o jogador mais criticado de 2009 não atuou bem, mas ficou, ao meu ver, de igual para igual com João Filipe. Salvou algumas chances claras de gol, mas foi responsabilizado por dois dos gols adversários. Não vi desta maneira, no primeiro gol a culpa não foi sua, no segundo poderia ter cortado a bola de cabeça, todavia não foi um erro eminente. Não é o jogador para ser titular, não é bom jogador, mas está sendo o pára-raio do time. Qualquer coisa, para a torcida, é culpa do Perone.
  5. Roger: outro dos destaques que não atuou bem. Arrisco a dizer que fez sua pior participação com a camisa alvinegra juntamente do jogo contra a Ponte Preta na Copa do Brasil. Foi preciosista em alguns lances, tanto na defesa quanto no ataque, o que deixou a torcida irada. Falhou no lance do terceiro gol e poderia ter empatado o jogo em um lance. Precisa botar a cabeça no lugar, entretanto devemos reconhecer que é um jogador acima da média e que, sim, é titular absoluto na posição de segundo volante.
  6. Egídio: foi um dos melhores em campo pelo lado alvinegro. Fez uma partida inferior à contra o Guarani, devido a atuação cretina do time inteiro. Por tentar demais, ter muita personalidade e não se esconder do jogo, cometeu alguns erros. Bem no apoio, correu o campo todo e em garantindo sua titularidade, todavia ganha muitas bolas nas costas, tamanho seu ímpeto ofensivo.
  7. Luciano Totó: o volante fez uma partida péssima. Até agora não mostrou muita qualidade - não é rapido, não sabe dar o bote corretamente e erra muitos passes. Seu lado de proteção da zaga, o esquerdo, foi por onde surgiram as principais chances do time goiano. Paulinho é superior a ele e, para a posição de zagueiro, sou mais Carlinhos.
  8. Alê: novamente não foi bem. Como Roger não estava em uma boa tarde, ficou em seus pés a criação do time com Pedrinho deslocado como se fosse um ponta pelo lado esquerdo e Alê já mostrou que não é a dele. Roberto Fernandes precisa ver que esse não é o caminho. Pelo menos começou a jogada para o segundo gol.
  9. Paulo Sérgio: o garoto mal tocou na bola e fica difícil uma avaliação.
  10. Pedrinho: tentou mais que nos demais jogos, fez a segunda melhor partida com a camisa do Figueirense, apenas inferior a sua estreia, mas mesmo assim está longe do ideal. Ficou isolado e precisa ter mais a bola em seus pés na frente da área e não deslocado para a lateral, como um ponta. Como o mesmo falou, precisa de uma sequência, mas até agora não correspondeu o investimento. Ainda quero ver mais jogos do experiente jogador para tecer uma opinião definitiva.
  11. Rafael Coelho: foi, juntamente de Egídio, o melhor jogador em campo pelo lado de Santa Catarina. Fez praticamente toda a jogada do primeiro gol e sofreu o pênalti graças à sua qualidade. Infelizmente, apesar de não ter batido mal, perdeu a cobrança.
  12. Schwenck: apesar das constantes críticas, novamente marcou vindo do banco. Parece ser o elemento surpresa do time, pois quando vem da reserva marca. Schwenck faz gol e isso ninguém pode negar, pena perder outros tantos. Porém, neste jogo foi muito bem.
  13. Fernandes: a esperança alvinegra, depois de 13 meses afastado, finalmente voltou ao time. Entrou e deu uma maior tranquilidade e cadenciada na equipe que estava indo para o abafa. Apesar da notada falta de ritmo e lentidão, mostrou aquela qualidade no passe e raça. Força meu guri!
  14. Clodoaldo: a grande maioria o critica, mas não vejo meios para tal. O jogo dele é dentro da área, lá sabe marcar, mas novamente não teve chances.
Roberto Fernandes: 4-4-2 não da Roberto! Desiste! Muito menos com Totó caindo pelo lado da defesa! Perone, infelizmente, foi o zagueiro a ser utilizado na falta de Toninho, Régis e Roger Carvalho, mas espero que, com todos em condições, seja banco - mas ele não rende com dois zagueiros! Pedrinho tem que ficar mais centralizado, com as jogadas de ataque passando pelos seus pés, vindas de trás com Paulinho, que tem qualidade no toque e Roger - só que com a cabeça no lugar. Não vejo que errou tanto como na partida contra o Ceará e a contra a Lusa, mas tem que parar de insistir com o 4-4-2! Porque os resultados não vieram e com as invenções nas partidas supracitadas, RF está perdendo a credibilidade com a torcida.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Avaliação Figueirense x Portuguesa - Apagão!

O jogo de sábado passado, dia 23 de maio, mostrou que o caminho do Figueirense, que até então era tranquilo e de vitórias, não será um mar de rosas.

O alvinegro enfrentou, para mim, o melhor time da competição, a Portuguesa, que como afirmei no prognóstico alvinegro na semana passada. Claro que há times muito competitivos e que lutarão pelo título, como o tradicional Vasco da Gama, o emergente Atlético Goianiense, o já campeão brasileiro Guarani entre outras equipes.

Honrosamente e surpreendentemente, a Lusa segurou jogador cobiçadíssimos como o meia Edno, o jovem Fellype Gabriel, o zagueiro Bruno Rodrigo entre outros - veio para brigar pelo título e investiu bastante para isso. Não obstante, o Figueirense também é uma das equipes mais fortes da competição, estou certo disso. Elencos melhores que o nosso? Muito poucos, o do Vasco e talvez o da Ponte Preta.

O JOGO

O Figueirense começou a partida com o ímpeto de sempre e dominando a posse de bola. De início, digo os 15 primeiros minutos, parecia o jogo contra o ABC, com a diferença da qualidade da defesa da Portuguesa, com qualidade infinitamente superior à fragil nordestina. A Lusa tentava nos contra-ataques, até que, a habilidade de Christian, que jogou muita bola, fez a diferença e, em uma infelicidade, Totó empurrou contra a própria meta.

Roberto Fernandes insistiu com a formação 4-4-2, que nunca funcionou em suas mãos no alvinegro. Mudou totalmente o esquema tático, lançando 3 volantes a campo, sendo que o melhor deles, que mais sabe conduzir a bola ao ataque, estava recuado - Roger. O setor de criação, anteriormente conduzido pelas laterais, com Lucas e Pico e com o auxílio de Kássio, desta vez estava a cargo de Alê, que não correspondeu, e de Kássio, que até agora não dispontou e provou que não é o cara que resolve. Lucas fez muita falta.

Daí em diante a história mudou totalmente. Pela primeira vez o Figueirense iniciava uma partida perdendo na era Roberto Fernandes e a intranquilidade, comum no ano passado, veio novamente à tona. Totalmente desencontrado em campo, o Figueirense no primeiro tempo tentava manter um jogo parelho, a base da vontade. Tivemos apenas uma chance clara de gol, com Schwenck.

Com o segundo tempo a história ainda pirou. A Portuguesa voltou muito melhor a campo e ainda mais motivada. A formação que Roberto Fernandes pôs a campo, que já era ruim, ficou pior ao lançar o time totalmente para o ataque. Clodoaldo ficou isolado e teve que buscar a bola, o que não é a dele e foi criticado injustamente. RF tirou Kássio, o que achei um erro, e deu mais errado ainda pois Pedrinho isolou-se junto com os atacantes, sem buscar a bola. O time ficou com uma criação tão pífia e uma ligação defesa-ataque tão medonha que Roger, zagueiro (outro erro), foi quem criou o lance do gol de pênalti de Rafael Coelho.

PONTOS NEGATIVOS
  1. Roberto Fernandes mandou um time errado a campo. "Escangalhou o time" como afirmou Tainha. Mandou um 4-4-2 a campo, com Bruno Perone que jamais deu certo nesta formação, pois não tem qualidade de passe e acabava por dar chutões quando se sentia pressionado, ao não ter alguém para buscar a bola. Os laterais perderam sua força ofensiva com essa formação, além de tomar várias bolas nas costas, sobrecarregando Kássio que já provou não ser o cara para resolver sozinho, muito menos Alê.
  2. A total falta de criação do time. Como já falado, Roberto Fernandes acabou com a criação do time. Laterais improdutivos com a necessidade defensiva, pecando em ambas as coisas. Kássio improdutivo e sobrecarregado, Pedrinho ao entrar isolou-se. Ter que assistir os três atacantes buscando a bola, sem ter ninguém para alimentá-los, era doído. Os laterais não surtiram efeito, inclusive Wellington fez uma péssima partida.
  3. A impaciência que o time sofre com ao levar um gol. Como supracitado, pela primeira vez começamos uma partida perdendo e um desespero para empatar o jogo a qualquer custa assolou o time. Resultado? Chutões para frente (milhares de ligações diretas), pouco passe pensado e cadenciado.
  4. As ceras não punidas. Obviamente não foi um fator que decidiu a partida, mas que os jogadores da Lusa fizeram uma cera desgraçada durante toda a partida foi óbvio. O mais triste foi ver o goleiro adversário percorrer o campo todo para alongar um jogador caído no chão e não levar uma punição. Depois, ao levar o gol de pênalti, isolou a bola para fora do estádio e não foi sancionado. Para finalizar, terminou a partida com poucos acréscimos e antes do determinado, quando poderíamos empatar embalados pela torcida. Ainda sofreremos e muito com a arbitragem.

PONTOS POSITIVOS

  1. A torcida. A mobilização iniciada pela ABA e com participação da comunidade do orkut, organizadas, blogueiros e torcedores em geral foi magnífica. Foguetório aconteceu de maneira arrepiante, a chuva de papel higiênico, os cantos. Foi um verdadeiro espetáculo e só restou o time também corresponder.
  2. Ainda temos o artilheiro do time. Está complicado arranjar pontos positivos desta partida, mas com certeza o gol de pênalti de Rafael Coelho, que o deixou como artilheiro isolado da competição. Mas este mesmo pênalti também trouxe pontos negativos, como aquela infelicidade do Wellington querer bater e ainda discutir com o técnico.

ANÁLISE INDIVIDUAL

  1. Wilson: não comprometeu, mas não foi muito exigido nem fez milagres.
  2. Anderson Pico: desta vez não atuou tão bem. Ainda está devendo devido à sua capacidade, mas ainda tem que evoluir. Falhou em alguns lances bobos.
  3. Toninho: não fez uma partida tão segura e errou em alguns lances, todavia não comprometeu, mas pode fazer melhor.
  4. Bruno Perone: no lance do gol foi driblado, mas a culpa maior não foi sua e sim de Alê que tirou o pé no meio-campo. Entretanto, de vários chutões, alguns com motivo por estar pressionado e não ter a quem passar, e outros sem motivo tentando fazer a questionada ligação direta. Não tem futebol para ser titular.
  5. Roger: foi o melhor alvinegro em campo, embora colocado em uma posição que não rende tanto. Autor do lance do gol inteiro.
  6. Wellington: apesar de ser voluntarioso e não se esconder, peca por excesso. Tenta demais, erra lances bobos, além de levar muitas bolas nas costas. Precisa melhorar sua parte defensiva e ter a cabeça no lugar. No final ainda fez aquela besteira querendo bater o pênalti. Desastre.
  7. Luciano Totó: muito criticado por ter feito o gol contra, não achei que tenha estreado mal, mas acho que foi posto erroneamente em campo. Raçudo, roubou algumas bolas, mas pareceu sem ritmo de jogo.
  8. Alê: fez sua pior partida com a camisa do Figueirense. Trabalhando de uma maneira que não é dele, por culpa de Roberto Fernandes, deixou muito a desejar pela função criativa que deveria tomar.
  9. Schwenck: muito voluntarioso e raçudo, é criticado por tentar muito. Perdeu um gol, é verdade que poderia mudar o jogo, mas foi o melhor atacante em campo, não que isso seja alguma coisa.
  10. Kássio: muito sobrecarregado, não correspondeu de novo. Está muito claro que não é "o cara" da criação, que pode desequilibrar a partida. Precisa de alguém que decida ao seu lado, para, com uma proteção, poder fazer suas jogadas de efeito. Escondeu-se e apenas tocou bola de lado. Precisa melhorar muito.
  11. Rafael Coelho: o artilheiro deixou seu gol, mas não foi bem. Como todos os atacantes, foi prejudicado pela falta de criação de time e tinha que vir pegar a bola para tentar fazer algo e não surtiu efeito.
  12. Pedrinho: ao entrar, lançou-se ao ataque erroneamente. Com isso seu papel que seria criar alguma coisa no meio-campo foi totalmente ineficaz. Está com uma dívida gigante e precisa mostrar a que veio. Não pode se esconder, tem que buscar jogo.
  13. Clodoaldo: tentou muito e não conseguiu nada. A culpa não foi nada sua. Entrou numa fogueira em um time atabalhoado e desintrosado, sem criação alguma, com isso, sem ninguém para levar a bola para o ataque e servi-lo, foi uma nulidade. Por ser um centro-avante, de área, foi ainda mais prejudicado que os demais atacantes.
  14. Paulinho: um dos poucos atletas que atuaram bem. Estreando na fogueira, teve personalidade e ajeitou o time que estava sendo "comido vivo" e levava mil bolas nas costas. Com sua entrada balanceou a defesa e acertou bons passes. Ajudará muito.

Roberto Fernandes: pela primeira vez teria que criticá-lo. Não acertou em nada, em minha concepção. Entrou com uma formação errada, sobrecarregando Kássio que não atua desta maneira, além de anular o setor criativo que dependia demais das laterais. Alê foi posto como homem de criação, outro erro. Com dois zagueiros e sem o apoio dos laterais (ou um apoio desastrado) - haja ligação direta! Mudando o time, matou ainda mais a criação do time, os atacantes tinham que buscar a bola no meio. Se não tivesse inventado, mantendo a base do jogo passado, o resultado poderia ser diferente.