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terça-feira, 26 de maio de 2009

Avaliação Figueirense x Portuguesa - Apagão!

O jogo de sábado passado, dia 23 de maio, mostrou que o caminho do Figueirense, que até então era tranquilo e de vitórias, não será um mar de rosas.

O alvinegro enfrentou, para mim, o melhor time da competição, a Portuguesa, que como afirmei no prognóstico alvinegro na semana passada. Claro que há times muito competitivos e que lutarão pelo título, como o tradicional Vasco da Gama, o emergente Atlético Goianiense, o já campeão brasileiro Guarani entre outras equipes.

Honrosamente e surpreendentemente, a Lusa segurou jogador cobiçadíssimos como o meia Edno, o jovem Fellype Gabriel, o zagueiro Bruno Rodrigo entre outros - veio para brigar pelo título e investiu bastante para isso. Não obstante, o Figueirense também é uma das equipes mais fortes da competição, estou certo disso. Elencos melhores que o nosso? Muito poucos, o do Vasco e talvez o da Ponte Preta.

O JOGO

O Figueirense começou a partida com o ímpeto de sempre e dominando a posse de bola. De início, digo os 15 primeiros minutos, parecia o jogo contra o ABC, com a diferença da qualidade da defesa da Portuguesa, com qualidade infinitamente superior à fragil nordestina. A Lusa tentava nos contra-ataques, até que, a habilidade de Christian, que jogou muita bola, fez a diferença e, em uma infelicidade, Totó empurrou contra a própria meta.

Roberto Fernandes insistiu com a formação 4-4-2, que nunca funcionou em suas mãos no alvinegro. Mudou totalmente o esquema tático, lançando 3 volantes a campo, sendo que o melhor deles, que mais sabe conduzir a bola ao ataque, estava recuado - Roger. O setor de criação, anteriormente conduzido pelas laterais, com Lucas e Pico e com o auxílio de Kássio, desta vez estava a cargo de Alê, que não correspondeu, e de Kássio, que até agora não dispontou e provou que não é o cara que resolve. Lucas fez muita falta.

Daí em diante a história mudou totalmente. Pela primeira vez o Figueirense iniciava uma partida perdendo na era Roberto Fernandes e a intranquilidade, comum no ano passado, veio novamente à tona. Totalmente desencontrado em campo, o Figueirense no primeiro tempo tentava manter um jogo parelho, a base da vontade. Tivemos apenas uma chance clara de gol, com Schwenck.

Com o segundo tempo a história ainda pirou. A Portuguesa voltou muito melhor a campo e ainda mais motivada. A formação que Roberto Fernandes pôs a campo, que já era ruim, ficou pior ao lançar o time totalmente para o ataque. Clodoaldo ficou isolado e teve que buscar a bola, o que não é a dele e foi criticado injustamente. RF tirou Kássio, o que achei um erro, e deu mais errado ainda pois Pedrinho isolou-se junto com os atacantes, sem buscar a bola. O time ficou com uma criação tão pífia e uma ligação defesa-ataque tão medonha que Roger, zagueiro (outro erro), foi quem criou o lance do gol de pênalti de Rafael Coelho.

PONTOS NEGATIVOS
  1. Roberto Fernandes mandou um time errado a campo. "Escangalhou o time" como afirmou Tainha. Mandou um 4-4-2 a campo, com Bruno Perone que jamais deu certo nesta formação, pois não tem qualidade de passe e acabava por dar chutões quando se sentia pressionado, ao não ter alguém para buscar a bola. Os laterais perderam sua força ofensiva com essa formação, além de tomar várias bolas nas costas, sobrecarregando Kássio que já provou não ser o cara para resolver sozinho, muito menos Alê.
  2. A total falta de criação do time. Como já falado, Roberto Fernandes acabou com a criação do time. Laterais improdutivos com a necessidade defensiva, pecando em ambas as coisas. Kássio improdutivo e sobrecarregado, Pedrinho ao entrar isolou-se. Ter que assistir os três atacantes buscando a bola, sem ter ninguém para alimentá-los, era doído. Os laterais não surtiram efeito, inclusive Wellington fez uma péssima partida.
  3. A impaciência que o time sofre com ao levar um gol. Como supracitado, pela primeira vez começamos uma partida perdendo e um desespero para empatar o jogo a qualquer custa assolou o time. Resultado? Chutões para frente (milhares de ligações diretas), pouco passe pensado e cadenciado.
  4. As ceras não punidas. Obviamente não foi um fator que decidiu a partida, mas que os jogadores da Lusa fizeram uma cera desgraçada durante toda a partida foi óbvio. O mais triste foi ver o goleiro adversário percorrer o campo todo para alongar um jogador caído no chão e não levar uma punição. Depois, ao levar o gol de pênalti, isolou a bola para fora do estádio e não foi sancionado. Para finalizar, terminou a partida com poucos acréscimos e antes do determinado, quando poderíamos empatar embalados pela torcida. Ainda sofreremos e muito com a arbitragem.

PONTOS POSITIVOS

  1. A torcida. A mobilização iniciada pela ABA e com participação da comunidade do orkut, organizadas, blogueiros e torcedores em geral foi magnífica. Foguetório aconteceu de maneira arrepiante, a chuva de papel higiênico, os cantos. Foi um verdadeiro espetáculo e só restou o time também corresponder.
  2. Ainda temos o artilheiro do time. Está complicado arranjar pontos positivos desta partida, mas com certeza o gol de pênalti de Rafael Coelho, que o deixou como artilheiro isolado da competição. Mas este mesmo pênalti também trouxe pontos negativos, como aquela infelicidade do Wellington querer bater e ainda discutir com o técnico.

ANÁLISE INDIVIDUAL

  1. Wilson: não comprometeu, mas não foi muito exigido nem fez milagres.
  2. Anderson Pico: desta vez não atuou tão bem. Ainda está devendo devido à sua capacidade, mas ainda tem que evoluir. Falhou em alguns lances bobos.
  3. Toninho: não fez uma partida tão segura e errou em alguns lances, todavia não comprometeu, mas pode fazer melhor.
  4. Bruno Perone: no lance do gol foi driblado, mas a culpa maior não foi sua e sim de Alê que tirou o pé no meio-campo. Entretanto, de vários chutões, alguns com motivo por estar pressionado e não ter a quem passar, e outros sem motivo tentando fazer a questionada ligação direta. Não tem futebol para ser titular.
  5. Roger: foi o melhor alvinegro em campo, embora colocado em uma posição que não rende tanto. Autor do lance do gol inteiro.
  6. Wellington: apesar de ser voluntarioso e não se esconder, peca por excesso. Tenta demais, erra lances bobos, além de levar muitas bolas nas costas. Precisa melhorar sua parte defensiva e ter a cabeça no lugar. No final ainda fez aquela besteira querendo bater o pênalti. Desastre.
  7. Luciano Totó: muito criticado por ter feito o gol contra, não achei que tenha estreado mal, mas acho que foi posto erroneamente em campo. Raçudo, roubou algumas bolas, mas pareceu sem ritmo de jogo.
  8. Alê: fez sua pior partida com a camisa do Figueirense. Trabalhando de uma maneira que não é dele, por culpa de Roberto Fernandes, deixou muito a desejar pela função criativa que deveria tomar.
  9. Schwenck: muito voluntarioso e raçudo, é criticado por tentar muito. Perdeu um gol, é verdade que poderia mudar o jogo, mas foi o melhor atacante em campo, não que isso seja alguma coisa.
  10. Kássio: muito sobrecarregado, não correspondeu de novo. Está muito claro que não é "o cara" da criação, que pode desequilibrar a partida. Precisa de alguém que decida ao seu lado, para, com uma proteção, poder fazer suas jogadas de efeito. Escondeu-se e apenas tocou bola de lado. Precisa melhorar muito.
  11. Rafael Coelho: o artilheiro deixou seu gol, mas não foi bem. Como todos os atacantes, foi prejudicado pela falta de criação de time e tinha que vir pegar a bola para tentar fazer algo e não surtiu efeito.
  12. Pedrinho: ao entrar, lançou-se ao ataque erroneamente. Com isso seu papel que seria criar alguma coisa no meio-campo foi totalmente ineficaz. Está com uma dívida gigante e precisa mostrar a que veio. Não pode se esconder, tem que buscar jogo.
  13. Clodoaldo: tentou muito e não conseguiu nada. A culpa não foi nada sua. Entrou numa fogueira em um time atabalhoado e desintrosado, sem criação alguma, com isso, sem ninguém para levar a bola para o ataque e servi-lo, foi uma nulidade. Por ser um centro-avante, de área, foi ainda mais prejudicado que os demais atacantes.
  14. Paulinho: um dos poucos atletas que atuaram bem. Estreando na fogueira, teve personalidade e ajeitou o time que estava sendo "comido vivo" e levava mil bolas nas costas. Com sua entrada balanceou a defesa e acertou bons passes. Ajudará muito.

Roberto Fernandes: pela primeira vez teria que criticá-lo. Não acertou em nada, em minha concepção. Entrou com uma formação errada, sobrecarregando Kássio que não atua desta maneira, além de anular o setor criativo que dependia demais das laterais. Alê foi posto como homem de criação, outro erro. Com dois zagueiros e sem o apoio dos laterais (ou um apoio desastrado) - haja ligação direta! Mudando o time, matou ainda mais a criação do time, os atacantes tinham que buscar a bola no meio. Se não tivesse inventado, mantendo a base do jogo passado, o resultado poderia ser diferente.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Informações dos contratados (Alê não atuará na CB) e do DM (Bruno Octávio fora)

Em relação ao Departamento Médico do Figueirense, que neste ano está sendo bem povoado, temos duas notícias ruins e cinco boas.

Vindo primeiro com as ruins, lesão de Bruno Octávio, volante que torceu o joelho na partida contra a Ponte Preta, não é grave e o jogador já está entregue à fisioterapia. Porém, sofreu uma pequena lesão de cartilagem o que deve afastá-lo dos gramados por um período de duas semanas no mínimo, segundo o site oficial do clube.
Parucker, segundo o site INfo Esporte, analisou que o volante evoluiu bem e que sexta-feira será novamente avaliado para ver se retoma os trabalhos com bola, mas, em princípio, o jogador não entrará em campo contra a Macaca na próxima semana.

Outra notícia ruim vinda do departamente médico é sobre Schwenck. O autor do primeiro gol do alvinegro contra a Ponte sentiu uma fisgada na coxa esquerda e foi poupado dos treinamentos de terça-feira. O atacante será avaliado hoje para ver qual a gravidade da lesão o que pode afastá-lo da partida da volta, em Campinas. Uma pena pois Schwenck vinha evoluindo e marcando gols sempre que entrava em campo.

Já as boas, primeiramente é a de que Rômulo foi liberado pelo DM após uma artroscopia no joelho. Segundo Parucker o volante fará, como todo jogador que é liberado do DM, um trabalho de readaptação a realidade dentro de campo, para justamente não sofrer uma lesão por falta de preparo físico e falta de confiança, e logo após isso voltará aos trabalhos com bola. Com isso dá para ter uma ideia de que Rômulo não deve atuar contra a Ponte Preta, mas logo, logo estará a disposição de Roberto Fernandes que ainda não trabalhou com o atleta. Nesta semana mais dois atletas sairão do DM para iniciarem os treinamentos físicos: Davidson e Wellington - ambos podem ser titulares semana que vem.

O que diz respeito a Anderson Pico não é bem relativo ao Departamento Médico, mas o atleta pode fazer sua estreia com a camisa alvinegra justamente pelo jogo de volta da segunda fase da Copa do Brasil, quarta-feira que vem. Segundo o GloboEsporte, Pico já alcançou suas metas e está a disposição do treinador. Um alento para o torcedor, que pode, finalmente, ter uma ótima opção ofensiva pelo lado esquerdo.

A última notícia é a de que Rafael Lima já está trabalhando normalmente com os outros atletas e tem totais condições de entrar em campo na próxima quarta-feira. Roberto Fernandes ainda não trabalho com o zagueiro mas está sedento atrás de peças para compôr a fraca defesa alvinegra e pode acabar ganhando a posição de titular caso agrade ao técnico.



Sobre os contratados, o blog colheu algumas informações para compartilhar com o leitor.
Primeiramente uma muito desanimadora: Alê não poderá entrar em campo pelo Figueirense na Copa do Brasil. O volante já havia atuado pelo Guaratinguetá, o que impossibilita a atuação por outra equipe segundo o regulamento da competição. Uma pena pois o jogador seria importantíssimo por atuar em posição carente do elenco. A notícia de que Toninho também havia atuado pelo Náutico foi difundida, todavia o próprio jogador, em sua coletiva após a apresentação, afirmou que está pronto para representar o alvinegro na Copa do Brasil.
Kássio, meia contratado junto ao Sport, também não deve ir a campo contra a Ponte, pois só virá a Florianópolis após o término da participação do clube no Campeonato Pernambucano, segundo o que foi explicado pela diretoria do time nordestino, todavia o programa Campo Crítico da Guarujá noticiou que Kássio deu certeza que seua chegada seria nesta semana - é esperar para ver. Tal campeonato Estadual só acaba dia 19 de abril caso o Sport seja o campeão do returno, o que seria a apenas três dias da partida contra a Macaca. Se o Náutico for o campeão do returno, Kássio apresentar-se-á próximo da estreia do Alvinegro no Campeonato Brasileiro - é torcer pro Sport!

Agora com informações sobre as características dos recém-contratados. Primeiramente o mais contestado entre eles, que foi o zagueiro de 1,90 metro de altura, João Filipe. O zagueirão foi formado pelo clube, dedicado à categoria de base, Sendas Esporte Clube, e é um dos maiores frutos oriundos deste trabalho, juntamente com Rafael Carioca, hoje no futebol russo. Em um peneirão de 33 mil jogadores, foi um dos 72 selecionados e desde então o clube já foi vice-campeão juvenil estadual com o jogador de titular na zaga e também da terceira divisão em 2007, na época com 18 anos, sendo escolhido o destaque da decisão, onde marcou um gol.
Em um site de futebol do Rio de Janeiro, é afirmado que João brilhou com a camisa do Mesquita no Estadual deste ano, apesar do clube ter sido rebaixado, dispertando interesses de equipes como Botafogo. É de se afirmar que o zagueiro tem boas referências e personalidade, vamos ver se corresponde em campo!
Alguns dados apurados por Vilmar, a "enciclopédia alvinegra", sobre a participação de João Filipe no Carioca:
Jogos como titular: 15 (o time jogou 17)
Jogos como reserva: 0
Jogos que ficou de fora: 2 (suspenso e machucado)
Jogos que foi substituído: 0
Cartões amarelos recebidos: 5
Cartões vermelho recebidos: 0
Vitórias do time: 3
Empates: 2
Derrotas: 12 (2 sem ele)
Gols marcados pelo time: 19 (1 sem ele em campo)
Gols sofridos pelo time: 33 (5 sem ele em campo)
Gols que ele fez: 0
Taça Guanabara: 7 jgs, 2 vit, 2 emp e 3 der, 10 gols marcados e 12 sofridos
Taça Moisés Matis de Andrade: 2 jgs, 1 vit, 1 der, 2 gols marcados e 2 sofridos
Taça Rio: 8 jgs, 8 derrotas, 7 gols marcados e 19 sofridos
Uma parte da mídia falava que o atleta chegou a ser reserva do Mesquita, rebaixado do Carioca, com estes dados prova-se totalmente o contrário.
Sobre Kássio está depositada a maior confiança da torcida. O atleta é uma das grandes revelações do futebol pernambucano, inclusive jogou várias partidas de titular no ano passado, porém com a chegada de Fumagalli e Paulo Baier, dois meias experientes, perdeu muito espaço no time. A torcida nordestina inclusive afirma que o mesmo estava jogando muito bem e fazendo gols. De características que busquei são as de que o jogador é um bom meia armador de velocidade para conduzir a bola, bom drible, mas não finaliza tão bem. Pelo que analisei é perfeito para o que o Figueirense precisa, um jogador que carregue a bola fazendo a ligação meia-ataque, até então feita por Roger. Vem para ser titular ao lado de Pedrinho.
Alê, ex-volante de Coritiba e Guaratinguetá, é um bom marcador, sabe sair jogando e tem um bom chute de fora da área, além da grande experiência, mas não muito regular. Inclusive foi titular do Coxa por boa parte da Série A do ano passado. Junto com Kássio, foi um dos jogadores com melhores referências.

Alguns dados apurados por Vilmar, a "enciclopédia alvinegra", sobre a participação de Alê no Paulistão e na Copa do Brasil:

Jogos como titular: 17 (o time jogou 21)
Jogos como reserva: 0
Jogos que ficou de fora: 4 (machucado)
Jogos que foi substituído: 2
Cartões amarelos recebidos: 2
Cartões vermelhos recebidos: 0
Vitórias do time: 5 (1 sem ele)
Empates: 7 (1 sem ele)
Derrotas: 9 (2 sem ele)
Gols marcados pelo time: 31 (4 sem ele em campo)
Gols sofridos pelo time: 35 (7 sem ele em campo)
Gols que ele fez: 1
Sobre Toninho não tive muitas informações, mas pelo que o blog apurou ele tem grande respeito e carinho da torcida do Timbu, o que já é alguma coisa. O jogador no ano passado ficou entregue ao DM em quase toda a temporada e neste ano era reserva de Gladstone no Náutico e não tinha muito espaço no time titular, porém vem com o aval de Roberto Fernandes (trabalharam juntos no próprio Náutico) que considera o jogador titular no elenco atual do Figueira.
Mais uma contratação está para ser anunciada e trata-se de um volante. Schmoller deve estar com os dias contados, pelo que se pode notar, pois a posição está ficando lotada, com Alê, Roger, Bruno Octávio, Rômulo, Carlinhos e o próprio criado nas categorias de base do Figueira. Pelo o que o site INfoesporte conseguiu apurar o nome pode ser o de Ticão, que disputou o paulista pelo Ituano e há informações de que o atleta é oriundo de lá.
Grande parte da torcida criticou as contratações, eu comentaria a respeito, mas os blogs Furacão Alvinegro e Gigante Alvinegro falaram por mim. Vale a pena ler os comentários feitos.
E aí torcedor? Gostou das novidades? E das informações sobre as novas contratações? Opine!