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sexta-feira, 19 de junho de 2009

Boas lembranças na noite de quinta-feira

Quem acompanhou o futebol brasileiro na Libertadores da América nesta quinta-feira, dia 19, véspera de jogo do glorioso, teve uma lembrança marcante e emocionante, uma espécie de dèja-vu. Duvido que alguém que assistiu à partida no Morumbi entre São Paulo e Cruzeiro não pensou igual a mim.

Pra começar, tínhamos do lado cruzeirense personagens conhecidos do torcedor alvinegro, Marquinhos Paraná, atleta veterano que despontou para o futebol em campos catarinenses jogou muita bola, sendo o jogador mais disciplinado táticamente do time. Outro personagem foi Adilson Batista, excelente técnico, se não o melhor que já passou por aqui, que sabe como montar um elenco e conduzi-lo à vitória, trouxe ao chegar no clube celeste jogadores do alvinegro que depositava confiança, como, além do supracitado volante, Soares, Andrey e outro atleta - um que desequilibrou a partida desta noite.

Henrique Pacheco de Lima, 24 anos, volante, jogou no Figueirense de 2005 a 2007, vindo do Londrina Team, time voltado às categorias de base, de lá vieram também Soares, Diogo, entre outros valores. Ele é o autor de um dos gols que mais comemorei na vida, talvez menos que o do Abimael e do Cleiton Xavier contra o Botafogo, também na Copa do Brasil em 2007. Sim, aquele petardo no ângulo que calou o Maracanã em plena final da segunda maior competição do Brasil foi fruto dos seus pés, aquela emoção, aquela alegria, aquela esperança que contagiaram o coração de todos os torcedores do Figueirnse no mundo foram todas proporcionadas por esse jovem talento.

Hoje a noite, o lance do primeiro gol do Cruzeiro que garantiu a classificação para a fase semi-final, quando enfrentará o Grêmio, do principal campeonato das Américas, foi, muito semelhante àquele gol que tantos alvinegros arrepiou - também sua culpa. Ao invés de Cleiton Xavier rolar para o chute, desta vez foi o lateral Jonathan que o fez. Não balançou as redes de Fernando Henrique e sim de Dênis. Foi um pouco mais de perto, um pouco menos bonito. E por último, não foi com uma camisa preto e branca, mas sim com uma feia e azul do Cruzeiro. Apesar de todas essas diferenças, o gol sim muito parecido.

Arrepie-se você também lembrando esse gol que estará para sempre na história do Figueirense, comparando-o com o de hoje. Pode ser uma motivação para, se possível, o nosso Figueira voltar a dar alegrias como nestes tempos de glórias:



sexta-feira, 17 de abril de 2009

A bruxa tá solta! Bruno Octávio fora. Quem jogará contra a Ponte?

Já não bastavam as lesões de Régis, Pedrinho, Davidsos, Wellington, Schwenck (a mais recente destas) e várias outras que, ultimamente, está machucando o Figueirense. No post passado noticiei, segundo o que a assessoria de imprensa do Alvinegro havia afirmado, que o quadro de Bruno Octávio havia melhorado e o jogador poderia retornar em um período inferior ao de duas semanas, que foi a notícia inicial.

“Ele evoluiu muito bem, mas ainda sente dores no local, por isso continua conosco no departamento médico. O Bruno teve uma lesão na cartilagem do joelho esquerdo” diagnosticou Parucker, médico do clube, que também acreditou que o jogador poderia ter grandes chances de retornar às atividades com o resultado da ressonância.
Agora, alguns dias depois, com o resultado da ressonância magnética, o quadro mudou totalmente. O exame do atleta saiu e detectou o que o blog havia temido desdo início, ao presenciar a torção no jogo contra a Ponte Preta, uma ruptura no ligamento cruzado do joelho esquerdo do atleta. Bruno Octávio, ano passado, quando atuava pelo Corinthians no Paulistão sofreu a mesma lesão, porém no joelho esquerdo, em março. Muitos torcedores criticaram Parucker por ter dado um parecer positivo e, alguns dias depois, ser completamente contrariado. Seria de bom grado o médico dar uma coletiva para explicar a situação.

Uma coisa que me impressionou foi um segmento da torcida que culpou a diretoria por tal fato, como se o jogador tivesse vindo "bichado". Isso é algo totalmente sem fundamento. Uma lesão de ligamento cruzado pode acontecer com qualquer atleta de alto nível e bem preparado fisicamente, como o volante Essien, do Chelsea, que teve a mesma lesão e Michael Owen na Copa de 2006. Bruno Octávio estava totalmente recuperado da ruptura do joelho direito, tanto que a nova lesão foi no outro joelho, ou seja, realmente não tem nexo quem, procurando criticar a diretoria do clube de qualquer maneira, tentar desta maneira. Lesões ocasionadas por traumas são oriundas de casos fortuitos e nada se pode fazer.

Bruno Octávio operará em São Paulo, com o médico do clube do Corinthians e já ficará por lá com a rescisão de contrato, ou seja, Bruno Octávio está fora do Figueirense. Ou seja, a passagem do volante por aqui se encerrou de uma maneira drástica, ainda mais por ser um jogador de qualidade que estava se firmando. Temos de aguardar para saber qual será o verdadeiro futuro do atleta. O fato é que o Figueirense já está atrás de volantes, como afirmou Thiago d’Ivanenko e agora poderemos inclusive termos novidades em poucos dias, devido à perda de Octávio.

Queria levantar também um fato que muitos torcedores não pensam que é a parte que tange o próprio jogador. O volante alvinegro terá que passar, pela segunda vez em sua vida, por um processo doloroso e sofrido que é uma operação de reconstituição do ligamento cruzado e, principalmente, sua recuperação e fisioterapia. Para um jogador de futebol, que depende de seu físico para estar empregado e subir de vida, isto é uma infelicidade total, sem contar todas as dores e sacrifícios. Deixo aqui meu total apoio e desejo de melhoras ao bom volante e que isso seja um recomeço, para voltar com tudo para o futebol.

Boa sorte, Bruno Octávio! O blog torce por ti! E o torcedor, também?

Já sobre o time que entrará em campo nesta quarta-feira, temos algumas informações:

Schwenck passa por tratamento intensivo no Figueirense e pode ser liberado pelo DM no sábado, não se sabe se poderá entrar em campo, mas existe uma possibilidade, mesmo pequena.

Rafael Lima foi liberado do DM, ele e Carlinhos devem ser os únicos atletas que saíram de lá e poderão atuar contra a Macaca quarta-feira.
Rômulo, Davidson, Régis e Ricardinho, todos já fora do DM, por terem ficado muito tempo parados, não entrarão em campo e continuarão a preparação física.

Anderson Pico finalmente entrará em campo, fazendo sua estreia, já quarta-feira, depois de muito tempo de preparação física. Outro que fará sua estreia deve ser o zagueiro Toninho que já teve seu nome publicado no BID.

Dos outros contratados, Alê não poderá mais atuar na Copa do Brasil, por já ter jogado pelo Guaratinguetá na primeira fase. João Filipe ainda trabalha fisicamente. Kássio nem apresentado foi ainda, apenas será quando terminar o Pernambucano e isso pode ser neste fim de semana, caso o Sport seja o campeão do segundo turno também.

Quem você acha que deve entrar em campo contra a Ponte Preta em Campinas? Dê sua opinião!

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Informações dos contratados (Alê não atuará na CB) e do DM (Bruno Octávio fora)

Em relação ao Departamento Médico do Figueirense, que neste ano está sendo bem povoado, temos duas notícias ruins e cinco boas.

Vindo primeiro com as ruins, lesão de Bruno Octávio, volante que torceu o joelho na partida contra a Ponte Preta, não é grave e o jogador já está entregue à fisioterapia. Porém, sofreu uma pequena lesão de cartilagem o que deve afastá-lo dos gramados por um período de duas semanas no mínimo, segundo o site oficial do clube.
Parucker, segundo o site INfo Esporte, analisou que o volante evoluiu bem e que sexta-feira será novamente avaliado para ver se retoma os trabalhos com bola, mas, em princípio, o jogador não entrará em campo contra a Macaca na próxima semana.

Outra notícia ruim vinda do departamente médico é sobre Schwenck. O autor do primeiro gol do alvinegro contra a Ponte sentiu uma fisgada na coxa esquerda e foi poupado dos treinamentos de terça-feira. O atacante será avaliado hoje para ver qual a gravidade da lesão o que pode afastá-lo da partida da volta, em Campinas. Uma pena pois Schwenck vinha evoluindo e marcando gols sempre que entrava em campo.

Já as boas, primeiramente é a de que Rômulo foi liberado pelo DM após uma artroscopia no joelho. Segundo Parucker o volante fará, como todo jogador que é liberado do DM, um trabalho de readaptação a realidade dentro de campo, para justamente não sofrer uma lesão por falta de preparo físico e falta de confiança, e logo após isso voltará aos trabalhos com bola. Com isso dá para ter uma ideia de que Rômulo não deve atuar contra a Ponte Preta, mas logo, logo estará a disposição de Roberto Fernandes que ainda não trabalhou com o atleta. Nesta semana mais dois atletas sairão do DM para iniciarem os treinamentos físicos: Davidson e Wellington - ambos podem ser titulares semana que vem.

O que diz respeito a Anderson Pico não é bem relativo ao Departamento Médico, mas o atleta pode fazer sua estreia com a camisa alvinegra justamente pelo jogo de volta da segunda fase da Copa do Brasil, quarta-feira que vem. Segundo o GloboEsporte, Pico já alcançou suas metas e está a disposição do treinador. Um alento para o torcedor, que pode, finalmente, ter uma ótima opção ofensiva pelo lado esquerdo.

A última notícia é a de que Rafael Lima já está trabalhando normalmente com os outros atletas e tem totais condições de entrar em campo na próxima quarta-feira. Roberto Fernandes ainda não trabalho com o zagueiro mas está sedento atrás de peças para compôr a fraca defesa alvinegra e pode acabar ganhando a posição de titular caso agrade ao técnico.



Sobre os contratados, o blog colheu algumas informações para compartilhar com o leitor.
Primeiramente uma muito desanimadora: Alê não poderá entrar em campo pelo Figueirense na Copa do Brasil. O volante já havia atuado pelo Guaratinguetá, o que impossibilita a atuação por outra equipe segundo o regulamento da competição. Uma pena pois o jogador seria importantíssimo por atuar em posição carente do elenco. A notícia de que Toninho também havia atuado pelo Náutico foi difundida, todavia o próprio jogador, em sua coletiva após a apresentação, afirmou que está pronto para representar o alvinegro na Copa do Brasil.
Kássio, meia contratado junto ao Sport, também não deve ir a campo contra a Ponte, pois só virá a Florianópolis após o término da participação do clube no Campeonato Pernambucano, segundo o que foi explicado pela diretoria do time nordestino, todavia o programa Campo Crítico da Guarujá noticiou que Kássio deu certeza que seua chegada seria nesta semana - é esperar para ver. Tal campeonato Estadual só acaba dia 19 de abril caso o Sport seja o campeão do returno, o que seria a apenas três dias da partida contra a Macaca. Se o Náutico for o campeão do returno, Kássio apresentar-se-á próximo da estreia do Alvinegro no Campeonato Brasileiro - é torcer pro Sport!

Agora com informações sobre as características dos recém-contratados. Primeiramente o mais contestado entre eles, que foi o zagueiro de 1,90 metro de altura, João Filipe. O zagueirão foi formado pelo clube, dedicado à categoria de base, Sendas Esporte Clube, e é um dos maiores frutos oriundos deste trabalho, juntamente com Rafael Carioca, hoje no futebol russo. Em um peneirão de 33 mil jogadores, foi um dos 72 selecionados e desde então o clube já foi vice-campeão juvenil estadual com o jogador de titular na zaga e também da terceira divisão em 2007, na época com 18 anos, sendo escolhido o destaque da decisão, onde marcou um gol.
Em um site de futebol do Rio de Janeiro, é afirmado que João brilhou com a camisa do Mesquita no Estadual deste ano, apesar do clube ter sido rebaixado, dispertando interesses de equipes como Botafogo. É de se afirmar que o zagueiro tem boas referências e personalidade, vamos ver se corresponde em campo!
Alguns dados apurados por Vilmar, a "enciclopédia alvinegra", sobre a participação de João Filipe no Carioca:
Jogos como titular: 15 (o time jogou 17)
Jogos como reserva: 0
Jogos que ficou de fora: 2 (suspenso e machucado)
Jogos que foi substituído: 0
Cartões amarelos recebidos: 5
Cartões vermelho recebidos: 0
Vitórias do time: 3
Empates: 2
Derrotas: 12 (2 sem ele)
Gols marcados pelo time: 19 (1 sem ele em campo)
Gols sofridos pelo time: 33 (5 sem ele em campo)
Gols que ele fez: 0
Taça Guanabara: 7 jgs, 2 vit, 2 emp e 3 der, 10 gols marcados e 12 sofridos
Taça Moisés Matis de Andrade: 2 jgs, 1 vit, 1 der, 2 gols marcados e 2 sofridos
Taça Rio: 8 jgs, 8 derrotas, 7 gols marcados e 19 sofridos
Uma parte da mídia falava que o atleta chegou a ser reserva do Mesquita, rebaixado do Carioca, com estes dados prova-se totalmente o contrário.
Sobre Kássio está depositada a maior confiança da torcida. O atleta é uma das grandes revelações do futebol pernambucano, inclusive jogou várias partidas de titular no ano passado, porém com a chegada de Fumagalli e Paulo Baier, dois meias experientes, perdeu muito espaço no time. A torcida nordestina inclusive afirma que o mesmo estava jogando muito bem e fazendo gols. De características que busquei são as de que o jogador é um bom meia armador de velocidade para conduzir a bola, bom drible, mas não finaliza tão bem. Pelo que analisei é perfeito para o que o Figueirense precisa, um jogador que carregue a bola fazendo a ligação meia-ataque, até então feita por Roger. Vem para ser titular ao lado de Pedrinho.
Alê, ex-volante de Coritiba e Guaratinguetá, é um bom marcador, sabe sair jogando e tem um bom chute de fora da área, além da grande experiência, mas não muito regular. Inclusive foi titular do Coxa por boa parte da Série A do ano passado. Junto com Kássio, foi um dos jogadores com melhores referências.

Alguns dados apurados por Vilmar, a "enciclopédia alvinegra", sobre a participação de Alê no Paulistão e na Copa do Brasil:

Jogos como titular: 17 (o time jogou 21)
Jogos como reserva: 0
Jogos que ficou de fora: 4 (machucado)
Jogos que foi substituído: 2
Cartões amarelos recebidos: 2
Cartões vermelhos recebidos: 0
Vitórias do time: 5 (1 sem ele)
Empates: 7 (1 sem ele)
Derrotas: 9 (2 sem ele)
Gols marcados pelo time: 31 (4 sem ele em campo)
Gols sofridos pelo time: 35 (7 sem ele em campo)
Gols que ele fez: 1
Sobre Toninho não tive muitas informações, mas pelo que o blog apurou ele tem grande respeito e carinho da torcida do Timbu, o que já é alguma coisa. O jogador no ano passado ficou entregue ao DM em quase toda a temporada e neste ano era reserva de Gladstone no Náutico e não tinha muito espaço no time titular, porém vem com o aval de Roberto Fernandes (trabalharam juntos no próprio Náutico) que considera o jogador titular no elenco atual do Figueira.
Mais uma contratação está para ser anunciada e trata-se de um volante. Schmoller deve estar com os dias contados, pelo que se pode notar, pois a posição está ficando lotada, com Alê, Roger, Bruno Octávio, Rômulo, Carlinhos e o próprio criado nas categorias de base do Figueira. Pelo o que o site INfoesporte conseguiu apurar o nome pode ser o de Ticão, que disputou o paulista pelo Ituano e há informações de que o atleta é oriundo de lá.
Grande parte da torcida criticou as contratações, eu comentaria a respeito, mas os blogs Furacão Alvinegro e Gigante Alvinegro falaram por mim. Vale a pena ler os comentários feitos.
E aí torcedor? Gostou das novidades? E das informações sobre as novas contratações? Opine!

sábado, 11 de abril de 2009

Situação quase ficou preta diante da Ponte - pontos positivos e negativos

Depois de um bom tempo de molho, a torcida alvinegra finalmente teve a oportunidade de rever seu time do coração no gramado. Com promoções e ações de marketing, a diretoria queria a presença do desiludido torcedor alvinegro no estádio e conseguiu em parte - 7 mil torcedores compareceram, uma quantidade mediana para a importância, o tempo sem jogos e o feriado no outro dia.

O jogo teve novidades como o lateral-esquerdo Juninho, jovem integrante da equipe júnior, devido à lesão de Welligton e a má-forma de Pico. Carlinhos, velho conhecido volante do Figueira, figurou no banco de reservas. Porém as faltas foram fortemente sentidas, principalmente a dos laterais, devido a entrada de Anderson Luis, e também dos zagueiros lesionados (que já foram liberados pelo DM e estão readiquirindo condição física) Rafael Lima e principalmente Régis.

ANÁLISE DE PARTIDA

A partida contra a Ponte Preta foi marcada por uma grande posse de bola alvinegra que era pouco eficiente e não conseguia criar muitas chances e pelos contra-ataques agressivos e velozes por parte da macaca, esta situação já era sabida anteriormente por todos os jogadores e comissão técnica. O jogo começou com chances alvinegras quando Bruno Perone teve uma grande chance mas, no susto, não conseguiu marcar. O Figueirense jogava mais porém não era eficiente e esbarrava no bom setor defensivo da equipe paulista, bem postada com uma zaga consistente e alta formada por Gum e Jean. A marcação tinha iniciado bem postada em campo, porém Bruno Octávio torceu o joelho e foi substituído, mudando o panorama da partida, com Roger voltando a posição de volante e Schmoller atuando de zagueiro - piorou a proteção de zaga, com o lado direito feito por Anderson Luis, Lucas e Schmoller sendo alvo de grande parte das tentativas do time de campinas.

Em uma falta inexistente cobrada por Edílson, ex-Avaí, Gum completou em uma falha da defesa em geral, principalmente de Dieyson que não acompanhou o zagueiro grandalhão. Pouquíssimo tempo depois em uma trama dos três melhores jogadores do Figueira no jogo (Wilson é hors concours) onde Lucas cruzou, Rafael Coelho subiu muito alto e escorou para Schwenck e o Figueirense empatou em um bom cabeceio. Perto do final da primeira etapa, novamente Schwenck fez um belo peixinho que exigiu uma bela defesa do bom goleiro Aranha.

No segundo tempo o Figueirense voltou motivado e com muita raça. Com grande participação de Lucas que estava em todos os lances, o time catarinense fez grande pressão no paulista, porém, muito mais que no primeiro tempo, esbarrava na boa defesa da Ponte. Pedrinho que havia jogado muito bem em suas outras partidas, nesta não foi bem e se escondia da partida, porém é de se parabenizar a raça do jogador que, em um carrinho perigosíssimo feito por Edílson, não se amedrontou e pôs o pé na bola, o que poderia tê-lo colocado novamente no DM - conseguiu a expulsão do lateral da Macaca. Roger que era o elemento surpresa não conseguia criar nada, muito recuado, e a armação do Figueirense ficou enfraquecida - os laterais se escondiam da partida e eram burocráticos o que afunilava todas as tentativas para o meio que estava muito fechado.

O Figueirense, mesmo ineficaz, merecia estar ganhando ATÉ ENTÃO pois tentava muito mais, todavia a boa marcação da Ponte Preta ganhou um prêmio quando, em uma falta, William mandou um balaço na gaveta - um golaço injusto. Daí em diante, Roberto Fernandes que não aceita perder em casa colocou Marcelo para se aproveitar do maior número de jogadores e lançou-se totalmente ao ataque, porém nada acontecia. Em um lance Schmoller poderia ter feito o seu mas recuou na hora de dividir a bola - falta personalidade.

A tática do abafa deixava a defesa, que já é frágil, muito desprotegida. A falta de um volantão pitbull (o Figueirense confirmou o nome de Alê que vem para fazer esta função) de boa marcação e de uma zaga consistente e segura gerou um "deus-nos-acuda" com a Ponte Preta tendo muito mais chances que o alvinegro de Santa Catarina. Sem contar a linha de quatro defensiva, que então foi formada por Anderson Luís, Dieyson, Perone e Schmoller, não há time que não sofra. Para salvar a pátria, pois uma derrota seria desastrosa para as pretensões alvinegras na competição, Marcelo botou a bola na cabeça de Rafael Coelho que, com uma grande impulsão, cabeceou de maneira magnífica. Engana-se quem pensa que o alvinegro depois do gol começou a mandar na partida, pois mesmo com a maior posse de bola que continuou durante todo o jogo, o time paulista teve chances perigosíssimas de desempatar a partida, sempre no contra-ataque em cima de nosso fraco setor defensivo. Wilson, novamente, salvou o time com uma atuação estupenda.


PONTOS POSITIVOS
  1. Os atacantes do alvinegro. Schwenck surpreendeu a todos, mas não a mim. O atacante sempre mostra muita raça mas, por sempre estar bem posicionado, tem boas chances e perde um ou outro gol - este é o motivo porque os jogadores são mais perseguidos em nosso clube. Foi assim com Ramon, que só começou a ser criticado após perder um gol feito contra o Cruzeiro, Tadeu que aconteceu a mesma coisa após perder um penalti, Bruno Perone na partida de ontem, Ruy que também perdia muitos gols, entre outros. Sempre que um jogador perde um gol, mesmo fazendo uma boa partida, já sei quem será o mais criticado do dia. Voltando ao Schwenck, a parada foi muito boa para retomar a forma física, encomodou muito a defesa com uma boa forma física, não cansou, fez um gol e só não marcou outro devido a uma grande defesa de Aranha. Rafael Coelho sempre joga bem, é o melhor atacante e para mim titular absoluto. Como uma vez ou outra perde uma chance é muito criticado, mas para mim e para Roberto Fernandes não precisa provar mais nada.

  2. Wilson não é novidade. Vem sendo o melhor jogador do Figueirense há 2 anos. Craque! Só que é um ponto positivo que trás consigo um negativo - quando o melhor jogador da equipe é um goleiro, algo há de errado.

  3. Lucas mostrou ser um jogador constante. Mesmo fora de sua posição tem grande personalidade e parte para cima. Para mim, juntamente com Wilson, Rafael Coelho e Roger, é uma unânimidade sua titularidade. TODAS as bolas de ataque passavam por seus pés, o Figueirense está se tornando muito dependente dele, Pedrinho precisa aparecer mais pois tem qualidade e ajudará muito o jovem.

PONTOS NEGATIVOS

  1. Primeiramente a defesa alvinegra. Está duro aturar nossa dupla de zaga. Não sou destes que pega no pé de jogador e analisa jogador com um pé atrás devido a atuações passadas ou até mesmo um gol perdido, como já citado. Analiso partida-a-partida e procuro não ser injusto como muitos são. Às vezes Perone faz partidas medianas e é crucificado. Desta vez, por exemplo, achei que o problema maior foi Dieyson que falhou no lance do gol. O garoto ficou perdido em certos lances e é facilmente driblado, assim como Perone também é. Precisa amadurecer e já afirmei isto - falta uma malícia. Creio que tem futuro mas com certeza no alvinegro não é nada mais que banco. Esta partida foi uma daqueles que não crucifico Perone, mesmo sabendo de suas graves limitações. Os dois para mim são reservas de Régis e o recém-contratado Toninho que vem para ser titular e espero que seja bom jogador.

  2. Outro ponto é a fraca proteção da zaga. Esta ficou evidente quando Fernandes perdeu Bruno Octávio por lesão e lançou Schmoller mais recuado ao lado de Roger - um desastre. Nenhum dos dois rendem como primeiro volante, aquele que necessita impedir a ofensividade do adversário. Quando a equipe partiu com tudo para cima da Ponte Preta, com a entrada de Marcelo, o problema veio à tona onde os contra-ataques do time paulista eram mortais e só não resultaram em gol devido à falta de qualidade dos finalizadores e de nosso goleiro herói. O volante Alê, que disputou o Brasileiro ano passado pelo Coritiba, veio para ser este homem e espero que renda.

  3. A armação do alvinegro era muito ineficaz, tanto na meia como nas laterais. Pedrinho ficou apagado durante sua exibição e Lucas, sobrecarregado, não conseguia fazer muito no meio-campo com a marcação bem postada da Macaca. Ficou claro que os laterais são importantíssimos ofensivamente falando e no jogo de quinta-feira elas nada fizeram - Juninho era burocrático e Anderson Luis todos sabemos que atacar não é a sua. Os ataques afunilavam-se e batiam na defesa adversária.

ANÁLISE INDIVIDUAL

  1. Wilson: o melhor em campo. Como todas as outras avaliações que fiz, salvou o Figueirense de levar gols certos.

  2. Anderson Luis: mal na defesa, péssimo no ataque. O emocional do lateral já era e precisa rumar fora do Scarpelli - o técnico inclusive já afirmou isto, porém o garoto precisava atuar devido aos desfalques. Não tem coragem alguma de tentar uma jogada e erra passes fáceis. Seu lado da zaga foi o mais maltratado pela Ponte.

  3. Bruno Perone: razoável. Não condeno o zagueiro, nesta patida, como todos os torcedores o fazem pelo seu retrospecto. O gol inclusive não foi culpa dele, pois o jogador que o mesmo marcava nada fez no lance. Porém acredito que Gum deveria ser prioridade de Perone e não Jean, pela altura do mesmo. O que todos reclamam é também os constantes chutões que ele faz, mas acho que aí, em sua maioria, a culpa não é dele, pois o mesmo geralmente está pressionado, todavia sei e reconheço suas limitações.

  4. Dieyson: ingênuo, não foi bem. É complicado culpar um jogador apenas em um lance de gol adversário, mas pelo que apurei o primeiro gol da Macaca foi uma falha de marcação dele que não marcou ninguém. Foi driblado também em um lance que só não foi gol porque o atacante errou a finalização. Precisa adquirir mais experiência - zagueiros experientes como Régis e Toninho precisam aconselhá-lo.

  5. Roger: esta foi uma das poucas partidas que o volante não atuou bem. Errou passes fáceis e não apareceu bem no ataque como sempre. Roger tem más lembranças de partidas contra a Ponte Preta, sendo considerado inclusive a "mãe" da Macaca por entregar gols. Entretanto, conhecemos sua qualidade. O Figueira perdeu sua ajuda na saída de bola com sua recuada para a defesa. Precisamos de zagueiros para podermos usar Roger como o bom volante que ele é.

  6. Juninho: razoável, não comprometeu, mas não apareceu muito. Não o culpo, estrear justamente em uma situação destas, sem nunca ter sequer trabalhado com a equipe, é uma fria. Foi burocrático e não tentou muita coisa, mas acertou seus cruzamento, mesmo sendo esporádicos.

  7. Lucas: novamente mostrou personalidade e foi o principal jogador de armação. Criou bons lances e teve participação direta na jogada do primeiro gol. Foi bem, porém sobrecarregado.

  8. Bruno Octávio: começou bem a partida protegendo bem a defesa alvinegra. Sua saída foi muito maléfica à equipe.

  9. Schwenck: vibrante e raçudo, foi muito bem, principalmente no primeiro tempo. O período sem jogos foi muito bom para o aprimoramento de sua condição física que resultou em muita disposição, um gol e uma outra boa tentativa que obrigou Aranha a fazer grande defesa.

  10. Pedrinho: desta vez ficou escondido em boa parte do jogo e não foi bem. O torcedor depositva nele grande esperança como o homem que entra para resolver - não será bem assim. Todos sabemos da qualidade, Pedrinho inclusive já mostrou isto, mesmo com poucas oportunidade até então, com a camisa alvinegra. Confio bastante em seu potencial, mas será apenas mais uma peça e não o diferencial. Pelo menos causou a expulsão de Edílson em um lance de muita raça ao colocar o pé em uma dividida que poderia ter mandado o jogador de volta para o DM.

  11. Rafael Coelho: novamente quando foi preciso, correspondeu. Teve participação direta nos dois gols, um gol e um belo passe em uma dividida de cabeça com um jogador muito maior que ele. Precisa ser melhor aceito pelo torcedor por tudo que vem fazendo.

  12. Schmoller: o alemão entrou para substituir Bruno Octávio que tinha papel fundamental na marcação, mas não conseguiu. Tanto ele como Roger apareciam mais para o ataque que na defesa. Schmoller é segundo volante e não consegue atuar de primeiro. Perdeu o tempo da bola em algumas tentativas de roubar a bola e tirou o pé em algumas divididas, como em uma, já supracitada, que poderia ser gol. Precisa ter mais personalidade e raça, é muito "frio"em campo. Falta vibração!

  13. Jairo: não foi bem e errou muitos lances. Roberto Fernandes pensou bem em colocá-lo buscando tirar um pouco a responsabilidade que caía em cima do jovem Lucas. Todavia fez o de sempre, abaixava a cabeça e tentava algo no desespero. É de se louvar a raça, determinação e personalidade do jovem meia, entretanto precisa ser mais calmo e ter mais visão de jogo, saber passar a bola quando é necessário. Este ano ainda não encontrou bom futebol.

  14. Marcelo: foi razoável. Perdeu uma boa chance, mas estava desequilibrado e errou lances bobos que deixaram a torcida irritada, contudo fez ótima assistência para o gol de Rafael Coelho.

  15. Roberto Fernandes: Para mim foi impecável. Acertou em todas as alterações e armou bem o time. Colocar Jairo foi inteligente sabendo da sobrecarga em cima de Lucas, Marcelo também foi posto no momento adequado de pressão do alvinegro com a expulsão de Edílson. O problema maior foi a falta de peças, tanto para a defesa, como também na posição de primeiro volante, zagueiro e lateral direita. Não foi culpa sua colocar Anderson Luis em campo, pois Davidson estava machucado e Pico fora de forma, Lucas era necessário para a armação. Com a chegada de Kássio esse problema será sanado e espero que o da zaga seja também, em parte, com a de Toninho.

E você, torcedor alvinegro? Foi ao Scarpelli? Faça a SUA análise para o Púlpito Alvinegro!

ps: Gostaria de me desculpar pelo tempo que o blog ficou meio ausente. Notícias não faltaram, como as contratações e boatos sobre elas, porém estava com problemas de saúde o que complicou o trabalho, com o outro companheiro ocupado com outras tarefas. Estamos precisando de um novo membro para manter a qualidade do blog, se alguém estiver interessado em participar mande um e-mail para mgallina@hotmail.com. Obrigado!